Durante o mês de maio, as vinhas apresentaram um bom vingamento dos cachos na maioria das ilhas, o que deixa antever uma produção global de vinho semelhante à obtida no ano anterior.
O mês de maio foi relativamente frio, com temperaturas médias do ar inferiores ao habitual em todas as ilhas. A precipitação total situou-se dentro dos valores normais na generalidade das ilhas, com exceção da ilha de Santa Maria, onde foram observados valores de precipitação notavelmente inferiores.
Quadro 1 – Temperatura e Precipitação no mês de referência
Figura 1 – Temperatura média do ar no mês de referência (ºC)
Figura 2 – Quantidade de Precipitação total no mês de referência (mm)
O valor da temperatura média do ar, em maio, variou entre 15,6 ºC na ilha Terceira e 16,7 ºC nas ilhas Santa Maria e Pico; a temperatura mínima mais baixa foi 10,0 ºC, na ilha Terceira, e a máxima mais elevada foi 24,8 ºC, na ilha do Pico.
Quanto à precipitação, neste mês, o valor mais elevado dos totais mensais foi registado na ilha das Flores (120,6 mm) e o valor mais baixo na ilha de Santa Maria (26,9 mm).
O estado do tempo, em maio, foi favorável ao desenvolvimento das pastagens, contribuindo para uma boa produção de erva e, consequentemente, para condições alimentares adequadas ao gado bovino.
Em maio, numa segunda estimativa, confirma-se a redução de área de milho grão face ao ano anterior, nas ilhas Graciosa (-20%), Pico (-20%), Terceira (-5%) e São Jorge (-5%). Esta cultura, tem vindo a registar uma diminuição progressiva da área semeada, sendo uma cultura cada vez menos expressiva na maioria das ilhas.
Neste mês, e face ao mês passado, confirmam-se igualmente as estimativas relativamente às áreas de milho forragem, as quais se mantêm idênticas às do ano anterior, verificando-se apenas uma ligeira redução na superfície ocupada por esta cultura na ilha Terceira (-5%).
Importa referir que, nas ilhas do grupo ocidental, a sementeira dos milhos grão e forragem decorre habitualmente mais tarde. Embora os trabalhos de sementeira já se tenham iniciado, uma parte substancial das áreas previstas ainda não foi semeada, pelo que, nesta fase, não é possível estimar a variação da área cultivada em comparação com o ano anterior.
Quadro 2 – Áreas de Sementeira ou Plantação no mês de referência
No mês de maio, a cultura da batata do cedo apresentou, nas ilhas do grupo oriental e na ilha Terceira, um aspeto vegetativo ligeiramente inferior ao normal (-5%). Em contrapartida, na ilha de São Jorge, o desenvolvimento foi ligeiramente superior ao habitual (+5%), enquanto nas restantes ilhas o desenvolvimento desta cultura situou-se dentro dos parâmetros considerados normais. Estima-se que a produção deste ano de batata do cedo seja semelhante ou ligeiramente inferior à do ano anterior, com exceção da ilha de Santa Maria, onde se espera uma produção mais elevada (+15%).
A cultura do chá, em maio, apresentou um bom aspeto vegetativo, prevendo-se uma produtividade dentro dos parâmetros de um ano considerado normal e idêntica à do ano anterior.
Em maio, as vinhas apresentaram um bom vingamento dos cachos, o que permite perspetivar uma produção próxima da considerada normal nas ilhas de São Miguel, Graciosa e Pico, ou ligeiramente inferior nas ilhas Santa Maria e Terceira (-5%); na ilha de São Jorge antevê-se uma produção consideravelmente mais baixa (-20%). Refira-se, contudo, que na ilha do Pico, devido à realização de podas tardias, algumas vinhas ainda não completaram o vingamento dos bagos.
Depois de vários anos consecutivos de fracas produções vinícolas, o ano de 2025 veio quebrar essa tendência, registando-se nesse ano boas produções em quantidade e em qualidade. De mesmo modo, perspetiva-se que, no presente ano, as produções sejam globalmente comparáveis às do ano anterior na maioria das ilhas. No entanto, importa salientar que ainda é prematuro estabelecer previsões com elevado grau de precisão, uma vez que esta cultura é particularmente vulnerável a doenças e ao estado do tempo. Ainda assim, estima-se que na ilha de Santa Maria a produção global possa superar a obtida no ano anterior (+15%), enquanto na ilha de São Jorge se antecipa uma quebra em relação ao ano passado (-10%).
Quadro 3 – Estado das Culturas no mês de referência
Nota metodológica
Introdução
O Estado das Culturas e Previsão das Colheitas (ECPC) é um projeto mensal que disponibiliza informação de carácter previsional, relativamente a áreas, rendimentos e produções das principais culturas dos Açores.
A abrangência da operação estatística, no âmbito da produção vegetal é relativamente vasta, permitindo o acompanhamento das principais culturas.
Recolha
A recolha da informação junto das explorações agrícolas é feita de forma sistematizada garantindo a cobertura espacial e heterogeneidade cultural adequada, e promovendo contatos regulares com os agricultores representativos da realidade agrícola da área de atuação. As hortas familiares não são consideradas.
As fontes de informação, constituem mais um dos vetores sobre os quais assenta a recolha, exigindo um esforço contínuo no sentido de avaliar a representatividade e credibilidade das fontes contactadas e garantir que este inventário acompanhe a evolução dos agentes económicos acreditados regionalmente. Estas fontes incluem: peritos regionais, cooperativas agrícolas, associações de agricultores, empresas do ramo agroindustrial, organismos de intervenção agrícola e de coordenação e estruturas de mercado (empresas de serviços e assistência técnica, nomeadamente as relativas à venda de fatores de produção).
A recolha assenta ainda na observação direta da paisagem.
Tratamento de Informação Quantitativa
O tratamento da informação tem como base, os dados disponíveis referentes à área, rendimento e produção do ano anterior (n-1), por cultura.
A informação deverá ser transmitida através de índices correspondentes às variações, relativas ao ano anterior (n-1), de áreas (apenas para as culturas temporárias), rendimentos das culturas e produções, segundo um calendário cultural. Para os rendimentos e produções é produzida também informação, através de números índice, relativamente a um ano considerado normal.
Índice 100 – Área homóloga do ano anterior: um valor menor, igual ou maior que 100 significa uma área inferior, semelhante ou superior, respetivamente, à do ano anterior.
Índice 100 – Produção global do ano anterior: um valor menor, igual ou maior que 100 significa uma produção inferior, semelhante ou superior, respetivamente, à do ano anterior.
Índice 100 – Produção considerada normal: um valor menor, igual ou maior que 100 significa uma produção inferior, semelhante ou superior, respetivamente, à de um ano considerado normal.
Tratamento de Informação Qualitativa
Aos informadores é solicitada a abordagem de aspetos determinantes da conjuntura agrícola, como a influência das condições climatéricas, fitossanidade e outros assuntos que possam ser considerados relevantes, relacionando-os com o estado das culturas.
Sinais convencionais
– – Dado nulo ou não aplicável
x – Dado não disponível
‘ – 1.ª Estimativa
‘’ – 2.ª Estimativa




