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Serviço Regional de Estatística dos Açores

Estado das Culturas e Previsão das Colheitas – abril 2026

Durante o mês de abril, a ocorrência de temperaturas abaixo do normal para a época não favoreceu o desenvolvimento das pastagens, observando-se um crescimento inferior ao habitual.

O mês de abril caracterizou-se por condições climáticas semelhantes às do mês anterior, com temperaturas  precipitação inferiores ao habitual para a época do ano, registando-se ainda a ocorrência de ventos fortes, sobretudo nos grupos ocidental e central.

Quadro 1 – Temperatura e Precipitação no mês de referência

Figura 1 – Temperatura média do ar no mês de referência (ºC)

Figura 2 – Quantidade de Precipitação total no mês de referência (mm)

O valor da temperatura média do ar variou entre 14,2 ºC na ilha Terceira e 15,4 ºC nas ilhas Santa Maria e São Miguel; a temperatura mínima mais baixa foi 6,1 ºC, na ilha das Flores, e a máxima mais elevada foi 23,8 ºC, na ilha do Pico. 

Quanto à precipitação, o valor mais elevado dos totais mensais foi registado na ilha de São Jorge (114,8 mm) e o valor mais baixo na ilha do Corvo (46,9 mm).

Em abril, as baixas temperaturas tiveram um impacto negativo no desenvolvimento da erva das pastagens, observando-se um crescimento inferior ao normal para a época do ano. Ainda assim, as pastagens evidenciaram melhorias face ao mês anterior, com recuperação considerável dos danos provocados pelo
pisoteio.

Numa segunda estimativa, a área cultivada com batata do cedo foi inferior à do ano passado nas ilhas erceira (-20%), Graciosa (-20%), Pico (-10%) e São Jorge (-5%). Importa referir que, numa primeira estimativa, estava previsto um aumento da área cultivada com batata do cedo na ilha Terceira; no entanto, as condições climáticas adversas no mês de abril, em particular o vento e as baixas temperaturas, acabaram por danificar algumas das plantações de batata, implicando uma revisão em baixa da primeira estimativa para esta ilha. Nas ilhas dos grupos oriental e ocidental, bem como na ilha do Faial, a área cultivada com batata do cedo permaneceu idêntica à do ano passado.

Quanto às áreas semeadas com milho grão, numa primeira estimativa prevê-se uma redução de área face ao ano anterior nas ilhas Graciosa (-20%), Pico (-20%), Terceira (-5%) e São Jorge (-5%). De notar que a cultura do milho grão tem vindo a registar uma redução progressiva da área semeada, tratando-se de uma cultura cada vez com menos expressão na grande maioria das ilhas.

As áreas de milho forragem mantêm-se semelhantes às do ano passado, com exceção da ilha Terceira onde, numa primeira estimativa, se verifica uma ligeira redução (-5%).

Nas ilhas do grupo ocidental, a sementeira de milho grão e de milho forragem é feita mais tarde, pelo que ainda se desconhece a variação de área face ao ano anterior.

Quadro 2 – Áreas de Sementeira ou Plantação

A cultura do inhame proporcionou uma produção considerada dentro do normal na maioria do arquipélago, exceto nas ilhas Terceira (-25%), Santa Maria (-10%) e Flores (-5%). Na ilha Terceira, a produção ficou muito abaixo do habitual devido às condições meteorológicas, nomeadamente ocorrência de ventos fortes e temperaturas baixas, que foram prejudiciais para esta colheita. Comparativamente ao ano anterior, registou-se uma produção global inferior na ilha Terceira (-25%), uma produção global ligeiramente superior nas ilhas Santa Maria (+5%) e Flores (+5%) e uma produção global praticamente idêntica nas restantes ilhas.

Quadro 3 – Colheitas no mês de referência

Nota metodológica

Introdução

O Estado das Culturas e Previsão das Colheitas (ECPC) é um projeto mensal que disponibiliza informação de carácter previsional, relativamente a áreas, rendimentos e produções das principais culturas dos Açores.

 A abrangência da operação estatística, no âmbito da produção vegetal é relativamente vasta, permitindo o acompanhamento das principais culturas.

Recolha

A recolha da informação junto das explorações agrícolas é feita de forma sistematizada garantindo a cobertura spacial e heterogeneidade cultural adequada, e promovendo contatos regulares com os agricultores representativos da realidade agrícola da área de atuação. As hortas familiares não são consideradas.

 As fontes de informação, constituem mais um dos vetores sobre os quais assenta a recolha, exigindo um esforço contínuo no sentido de avaliar a representatividade e credibilidade das fontes contactadas e garantir que este inventário acompanhe a evolução dos agentes económicos acreditados regionalmente. Estas fontes incluem: peritos regionais, cooperativas agrícolas, associações de agricultores, empresas do ramo agroindustrial, organismos de intervenção agrícola e de coordenação e estruturas de mercado (empresas de serviços e assistência técnica, nomeadamente as relativas à venda de fatores de produção).

 A recolha assenta ainda na observação direta da paisagem.

Tratamento de Informação Quantitativa

O tratamento da informação tem como base, os dados disponíveis referentes à área, rendimento e produção do ano nterior (n-1), por cultura.

 A informação deverá ser transmitida através de índices correspondentes às variações, relativas ao ano anterior (n-1), de áreas (apenas para as culturas temporárias), rendimentos das culturas e produções, segundo um calendário cultural. Para os rendimentos e produções é produzida também informação, através de números índice, relativamente a um ano considerado normal.

Tratamento de Informação Qualitativa

Aos informadores é solicitada a abordagem de aspetos determinantes da conjuntura agrícola, como a influência das ondições climatéricas, fitossanidade e outros assuntos que possam ser considerados relevantes, relacionando-os com o estado das culturas.

Sinais convencionais

– – Dado nulo ou não aplicável

x – Dado não disponível

‘ – 1.ª Estimativa

‘’ – 2.ª Estimativa

Próxima data de divulgação: 26 de Junho de 2026

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